Pular para o conteúdo

Tendência Lingerie SS26
muito além da roupa íntima

Entre a Passarela e a Escolha Feminina A tendência da Primavera-Verão 2026 recoloca a lingerie no centro da moda. Mas, antes de transformá-la em tendência do guarda-roupa, talvez seja hora de compreender a linguagem que existe por trás das passarelas.

Tendência Lingerie SS26 | La Vie Officiel

Spring | Summer 2026
Dolce & Gabbana

Nem tudo o que desfila foi criado para ser vestido.

Algumas coleções foram criadas para ser pensadas.

Vivemos uma época em que a velocidade das imagens é maior do que o tempo dedicado à reflexão. Um desfile termina em Paris ou Milão e, poucos minutos depois, milhares de fotografias já percorrem o mundo pelas redes sociais.

Nesse intervalo, algo importante costuma acontecer: a narrativa da coleção desaparece e sobra só a imagem. O conceito cede espaço à reprodução e a moda, que nasceu para comunicar ideias, passa a ser consumida como um manual do que “deve” ser usado.

Foi, exatamente, isso que aconteceu com a tendência lingerie SS26.

A temporada Primavera-Verão 2026 colocou o universo da lingerie em evidência. Rendas, slips, transparências, camisolas, robes e referências ao vestir íntimo surgiram em diferentes coleções, despertando interpretações diversas e, em muitos casos, a impressão de que a lingerie aparente seria simplesmente a nova regra da moda.

Mas, será que a passarela realmente está dizendo isso?

Essa talvez seja a pergunta mais importante desta temporada.

Porque compreender uma tendência não significa reproduzi-la. Significa entender a mensagem que ela procura transmitir antes de decidir se ela faz sentido para a própria identidade.

É justamente aqui que a moda deixa de ser somente estética e passa a ser linguagem.

A tendência lingerie SS26 fala de comportamento antes de falar de roupa

Toda tendência nasce dentro de um contexto. Nenhuma coleção surge isoladamente. Ela dialoga com mudanças culturais, transformações sociais, desejos coletivos e novas formas de perceber o corpo.

A presença da lingerie nas passarelas da SS26 não deve ser reduzida à ideia de exposição. Ela representa uma investigação sobre intimidade, feminilidade, conforto, vulnerabilidade e liberdade criativa

Cada diretor criativo traduz essas questões de maneira diferente, construindo narrativas próprias para apresentar suas coleções.

É justamente por isso que observar só a roupa significa enxergar  uma parte da história, isoladamente.

A moda sempre comunicou muito mais do que tecidos.

Ela comunica comportamento.

A mulher não precisa somente conhecer tendências. Precisa aprender a ler a moda.

Existe um conceito pouco conhecido fora do universo fashion, mas fundamental para compreender uma coleção: a PEÇA CONCEITO.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, nem tudo o que aparece na passarela foi criado para chegar, exatamente, da mesma forma às lojas. 

Existem criações desenvolvidas para apresentar uma ideia, provocar uma reflexão, explorar novas proporções ou comunicar a essência criativa da coleção.

Essas peças possuem uma linguagem própria.

Possuem semiótica.

Elas não dizem, simplesmente: “olhe para esta roupa”.

Elas perguntam: “O que esta imagem está tentando comunicar?”

Esse é um dos maiores desafios da moda contemporânea.

Enquanto, a passarela comunica conceitos, as redes sociais frequentemente transformam essas imagens em tendências literais, retirando delas todo o contexto que lhes dava significado.

É nesse momento que a informação perde profundidade.

E a mulher perde a oportunidade de construir uma escolha consciente.

A moda inspira.

Quem decide é a mulher.

A maior elegância não está em seguir uma tendência.

Está em saber por que ela faz sentido para você.Existe uma diferença silenciosa entre vestir uma tendência e ser vestida por ela.

Quando uma mulher escolhe uma tendência, porque ela dialoga com sua personalidade, sua comunicação e seu estilo de vida, ela continua no controle da própria autoimagem.

Mas, quando veste somente porque milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, a tendência deixa de ser expressão e passa a ser repetição.

A identidade desaparece.

A moda sempre ofereceu possibilidades, nunca exigiu uniformidade.

Talvez, o maior luxo da contemporaneidade seja exatamente este: continuar escolhendo, enquanto o mundo inteiro parece só reproduzir.

Seu mundo particular

Nenhuma peça do guarda-roupa feminino ocupa um espaço tão íntimo quanto a lingerie.

Ela é a primeira escolha do vestir.

Existe antes da camisa, do vestido, da alfaiataria e dos acessórios.

Mesmo quando permanece invisível, acompanha a mulher durante todo o dia.

Por isso, seu significado ultrapassa a estética.

A lingerie é a entrada do seu mundo particular.

Ela fala sobre presença antes de falar sobre aparência. Sobre percepção antes de falar sobre sedução.

Quando a moda traz esse universo para o espaço público, não está somente propondo uma nova composição visual. Está convidando a mulher a refletir sobre a forma como deseja comunicar sua feminilidade.

E essa resposta jamais poderá ser determinada por uma tendência.

Ela pertence, exclusivamente, à mulher.

Sensualidade não se mede pela quantidade de pele exposta

Ao longo dos anos, a palavra sensualidade foi sendo confundida com exposição.

Entretanto, sensualidade nunca foi sinônimo de excesso.

Ela nasce da intenção. Do contexto. Da segurança.

Da forma como uma mulher ocupa o próprio espaço.

O erotismo não mora na nudez explícita. Ele mora no espaço entre o que está coberto e o que pode SER REVELADO. É justamente nesse intervalo que a imaginação participa da experiência.

Quanto mais imediata se torna a exposição, menor tende a ser o espaço para o mistério.

Isso não significa defender regras sobre como uma mulher deve vestir-se. Tampouco significa defender o ‘Falso Moralismo.

Significa defender algo muito mais importante.

O direito de escolha.

Porque liberdade nunca foi fazer o que todos fazem.

Liberdade é decidir por si mesma.

O verdadeiro luxo da autonomia feminina reside na inteligência de saber, exatamente o que revelar e o que guardar para quem realmente merece o privilégio desse acesso.

A Geração Z não precisa só de tendências. Precisa de repertório.

Tendência Lingerie SS26 | Geração Z | La Vie Officiel | KI LA VIETT

O slip dress de cetim marrom (Cor Mocha Mousse) com a renda assimétrica é a base perfeita: é fluido, tem o brilho certo e evoca a intimidade sem hiperexposição.A jaqueta jeans delavé com o bordado denso e artesanal (pedraria, Rosa Quartzo e Dourado)
Creative Direction & Fashion Design Ki La Viett

A geração ‘Z” que mais consome imagens também precisa ser aquela que mais desenvolve pensamento crítico.

Nunca foi tão fácil acompanhar tendências.

Nunca foi tão necessário construir identidade.

Fortalecer o potencial feminino significa incentivar mulheres a reconhecerem que feminilidade não é um padrão estético. É uma experiência individual.

Ela pode ser clássica ou contemporânea.

Minimalista ou exuberante.

Discreta ou marcante.

O que lhe confere autenticidade não é a quantidade de tendências incorporadas ao guarda-roupa.

É a consciência presente em cada escolha.

Um Brazil com "Z" que fala para todas as línguas

TENDÊNCIA LINGERIE SS26 | LA VIE OFFICIEL | KI LA VIETT
TENDÊNCIA LINGERIE SS26 | LA VIE OFFICIEL | KI LA VIETT
TENDÊNCIA LINGERIE SS26 | LA VIE OFFICIEL | KI LA VIETT
TENDÊNCIA LINGERIE SS26 | LA VIE OFFICIEL | KI LA VIETT

Sleepwear de luxo em seda vibrante com detalhes em renda Chantilly. Ressignifiquei a modelagem para transitar pelas ruas: o robe amarrado transforma-se em um casaco leve ou vestido chemise, enquanto a calça fluida substitui a alfaiataria tradicional. O styling com óculos escuros, bolsa estruturada e salto dourado é a chave para quebrar a leitura literal de "pijama", inserindo a produção no streetwear de luxo ideal para a Champs-Élysées.
Creative Direction & Fashion Design Ki La Viett

Na La Vie Officiel, acreditamos que a moda brasileira possui voz própria.

Nosso compromisso não é só acompanhar as tendências internacionais.

É compreendê-las, interpretá-las e dialogar com elas a partir da nossa cultura, da nossa criatividade e da nossa forma de enxergar a mulher contemporânea.

Por isso, afirmamos com orgulho: Um Brazil com “Z” que fala para todas as línguas.

Porque acreditamos que o Brazil com “Z” não nasceu somente para consumir tendências, mas para levar tendências para o mundo. É uma troca.

Nasceu também para produzir pensamento, comportamento e uma nova forma de compreender a moda.

A moda comunica. A Mulher escolhe.